top of page

IIR divulga carta aberta: decifrar o Brasil para não sermos devorados

há 16 minutos
2 min de leitura

Às vésperas do 2º turno, o Instituto Ignacio Rangel defende democracia, soberania e reindustrialização.


O Instituto Ignacio Rangel (IIR) tornou pública nesta segunda-feira, 12 de outubro, uma carta aberta à sociedade brasileira. O documento chega a poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.


A carta parte de uma imagem cara ao pensamento rangeliano: a da esfinge que ameaça devorar quem não decifra seu enigma. Ignacio Rangel ficou conhecido como o decifrador do Brasil, e o geógrafo Armen Mamigonian, presidente de honra do IIR, retomou essa questão em 2004 no ensaio "O enigma brasileiro atual: Lula será devorado?". Para o Instituto, a pergunta segue atual.


Logo na abertura, o IIR explica por que um instituto de ensino e pesquisa entra no debate eleitoral. A carta recorre à tese segundo a qual não basta interpretar o mundo: é preciso transformá-lo. Rangel, lembra o texto, fez dessa lição um método, e decifrar o Brasil é condição para transformá-lo.


O texto lembra que a participação da indústria no PIB brasileiro caiu de 48% em 1985 para 24,7% em 2024, segundo a CNI. Para o Instituto, essa erosão expressa a hegemonia do capital financeiro sobre o capital produtivo, visível nos juros reais elevados, no câmbio sobrevalorizado e na primazia do ganho financeiro sobre o investimento produtivo. São temas que o IIR vem discutindo em análises como "A quarta dualidade".


A defesa da democracia ocupa lugar central. "Sem democracia não há projeto nacional", afirma a carta, ao recordar a condenação, pelo Supremo Tribunal Federal, de um ex-presidente da República por tentativa de golpe de Estado. O documento destaca ainda que as liberdades democráticas foram conquistadas pela luta dos trabalhadores e do povo brasileiro.


Retomando os recursos ociosos identificados por Rangel, que a carta associa à contradição entre forças produtivas e relações de produção, o documento elenca sete compromissos que, na visão do Instituto, devem orientar o voto: reindustrialização e soberania tecnológica; energia como instrumento de soberania, com uma Petrobras integrada e uma transição energética justa;justiça tributária, com mais contribuição de quem vive da propriedade e a preservação da isenção do imposto de renda até R$ 5 mil; valorização do trabalho e fim da escala 6x1; direito à cidade; educação, ciência e universidade pública; e integração sul-americana.


Há ainda uma mensagem dirigida a Santa Catarina. A partir dos estudos de Armen Mamigonian, a carta lembra como a pequena produção mercantil de colonos e artesãos do Vale do Itajaí e do Nordeste do estado se converteu em indústria. Esse parque produtivo, argumenta, depende de crédito, energia, infraestrutura, mercado interno e estabilidade institucional. O eleitor é convidado a perguntar qual projeto protege a indústria, o trabalho e as universidades.


Sob o título “Decifrar para transformar”, a carta afirma que, em 25 de outubro, cada eleitora e cada eleitor estará diante da esfinge, e que decifrá-la não basta: é preciso transformar o país.



Comentários


CONTATO

Sede em Florianópolis, SC

 contato@institutorangel.org | +55 48 98436-0745

Assine para receber notícias, eventos e muito mais!

Obrigado pelo envio!

© 2025 | INSTITUTO RANGEL POR MARIANA D'LARA

CNPJ 21.603.657/0001-13

bottom of page